-=†Hë §wëë† G¡®£=-

Quinta-feira , 24 de Setembro de 2009

"O tom velado e melancólico da cantiga parecia gemido sufocado de uma alma solitária e sofredora.  (...)  As coplas que cantava diziam assim:


Desd'o berço respirando
Os ares da escravidão,
Como semente lançada
Em terra de maldição,
A vida passo chorando
Minha triste condição.

Os meus braços estão presos,
A ninguém posso abraçar,
Nem meus lábios, nem meus olhos
Não podem de amor falar;
Deu-me Deus um coração
Somente para penar.

Ao ar livre das campinas
Seu perfume exala a flor;
Canta a aura em liberdade
Do bosque o alado cantor;
Só para a pobre cativa
Não há canções nem amor.

Cala-te, pobre cativa;
Teus queixumes crimes são;
É uma afronta este teu canto,
Que exprime tua aflição.
A vida não te pertence,
Não é teu teu coração."

(GUIMARÃES, B. A escrava Isaura. São Paulo: Ática, 1988.)

É a canção que Isaura canta no capítulo I do livro. Por que será que se parece tanto comigo?


Escrito por Sweet Girl às 16h04
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
       
   



BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Informática e Internet, Livros







Histórico

OUTROS SITES
    ♥ Saved by His grace ♥
  "As palavras têm sabor"
  Artesanato da Gisa
  Blog do Rafael
  Christian Translation
  Deixando Marcas
  Digo Dreamland
  É preciso amar
  Farofa News
  Fases da Vida
  Jeremy Camp
  Marcelino Pão e Vinho Poesias!
  Orthodoxia
  Ponto e Vírgula
  Qualquer Assunto
  Zizizi!


VOTAÇÃO
    Dê uma nota para meu blog